O profano não é a ausência do sagrado, mas o espelho que o desafia a existir. Quando delimitamos o que é puro, implicitamente desenhamos a silhueta da transgressão, batizando-a de pecado. No entanto, o desvio daquilo que foi decretado como eterno nada mais é do que a afirmação da nossa própria finitude e liberdade.
Pecar, sob uma ótica existencial, torna-se o ato de rasgar o véu das verdades absolutas para tocar a matéria crua do mundo. É a insistência do homem em habitar o chão da imanência, rejeitando a tirania de uma perfeição abstrata. O erro e o desejo não são manchas na alma, mas os vetores que comprovam nossa autonomia diante do cosmos. No território da carne e do tempo humano, o profano é a única liturgia verdadeiramente nossa.
Modelo: Felipe Resende
Altura do Modelo: 1,85
Tamanho da roupa do Modelo: G